• Dr Thiago Torres

Quando você morrer, seus filhos ficarão em maus lençóis! (você provavelmente não sabia disso)

Holding Familiar realmente é hoje a melhor forma de planejar a sucessão. A economia percebida pelos filhos é enorme e não dilapida parte do patrimônio/herança, como ocorre no inventário.


Com a alta do preço dos imóveis nos últimos 15 anos, a tributação sobre a herança cobrará (à vista) um percentual bem alto da herança dos seus filhos. E o sistema brasileiro de inventário é um show de horrores. Quem já passou por isso, muito provavelmente concordará com essa afirmação.

Pelo inventário, quando um ente querido falece, há 60 dias para dar início ao processo de inventário, sob pena de multa. No momento de luto, muitas vezes emocionalmente desgastados, ter que pensar em repartir os gastos para iniciar um processo difícil, público e minucioso como o inventário costuma ser tarefa pesada. que é geralmente demorado custa em alguns casos até 30% do total da herança, está cada vez mais obsoleto no Brasil. Esse sistema cobra dos filhos até 8% de tributo sobre os bens quando há o falecimento de algum dos pais.

Preciso informar que há no Senado hoje uma proposta para aumentar de 8% para 20% o teto da tributação sobre a herança no Brasil. Cada Estado escolhe esse limite. Até o ano de 2014, apenas 6 estados tributava a alíquota máxima de 8%. Agora em 2020, já são 17 Estados. E aumentando!

O Estado de SP por exemplo colocou em votação na ALESP o aumento de 4% para 8%, informando que a Covid19 reduzirá a arrecadação de ICMS, e o Estado precisa se ajustar. Os especialistas todos acreditam que será aprovado muito brevemente, ainda em 2020. Se assim for, a tributação deve começar no próximo ano (há que se respeitar pelo menos 3 meses, segundo o Código Tributário Nacional).

Além disso, o sistema nacional de inventário obriga a contratação de um advogado, cuja tabela da OAB estipula em mais 8% sobre o monte mor (total da herança), se não houver disputa entre os herdeiros (no Estado de SP por exemplo). Se houver disputa, os honorários tabelados são maiores.

Sem contar que haverão gastos no inventário com cartórios, Registro de Imóveis, funerária e afins, os filhos arcarão também com o ganho de capital do Imposto de Renda, que é de 15%, calculado sobre a diferença do valor declarado pelos pais no IR deles para o valor de mercado atual do imóvel.

Todos esses gastos abusivos do inventário fazem com que a Holding Familiar, que é muito mais em conta, se popularize cada vez mais. Além de ser juridicamente muito segura, permite às famílias estudar as opções e, com calma, dividirem o patrimônio em vida da forma como preferirem, evitando brigas futuras.

Essa modalidade de holding costuma ser feita por meio da criação de uma "empresa-cofre", que tira os bens imóveis do nome e transfere para o CNPJ da família. Em países mais antigos que o Brasil, como França, Suiça, EUA, Japão, dentre muitos outros, o mais comum é comprar imóvel no CNPJ, não no CPF. Inclusive a tributação é até mais alta do que no Brasil, mas nesses lugares é muito comum ter holding há muitos anos.

Humanos falecem, as empresas não. Antes, apenas os bilionários tinham acesso às holdings.


Hoje, famílias de classe média tem disponibilidade de profissionais qualificados. E o sistema cabe no bolso.

É percebido que essa modalidade de holding traz uma grande eficácia para quem tem pelo menos: i) um imóvel de 400 mil reais e ii) um filho.

A vantagem tributária das holdings familiares é esmagadora em comparação ao inventário. A economia varia entre 60 a 95%, evitando um problema enorme aos filhos. O ponto é que a maioria dos pais não sabem disso, e os filhos muitas vezes também não fazem ideia do que pode inclusive rebaixá-los de classe social, de tão pesado que é o sistema brasileiro de inventário.

Sem contar que o planejamento da distribuição dos bens dos pais e filhos em vida evita conflitos entre os sucessores, essa modalidade de holding pode funcionar também como um instrumento eficaz de Proteção Patrimonial de famílias que possuem empresas.

As vantagens são inúmeras.

Com uma holding, quase nada mudará na vida da família. Aliás, uma coisa não muito relevante muda: o boleto do condomínio. Antes, ele vinha no nome da Pessoa Física. Agora com a holding, ele virá no nome de uma empresa da família. O boleto e a percepção de que a família está segura. Nada mais.


#família #filhos #seguros #vantagens #segurança #família #filhos #seguros #vantagens #segurança #ttfadvogados #planejamento #sucessão

0 visualização

©2020 TTF Advogados - Todos os direitos reservados

Holding
  • White LinkedIn Icon